O Rio Cachoeira atravessa o centro de Joinville há mais de 170 anos.
Este documentário pergunta o que esse rio guarda — não no sentido afetivo, mas no sentido físico: no sedimento, na maré, nas enchentes, nos documentos do arquivo histórico. Cada época transformou o Cachoeira de uma forma diferente, porque cada época acreditava numa coisa diferente sobre o que um rio pode ser. O filme lê essas crenças na água.
Nasce na planície, corre quatorze quilômetros quase retos pelo centro de Joinville e desemboca na Baía da Babitonga. Em boa parte do trecho urbano comporta-se como canal de maré — a água sobe e desce com o Atlântico, até oito vezes por dia. O ponto de partida não é o rio. É a pergunta: o que cada época acreditava que podia fazer com ele?
O rio é estuário, planície inundável, território ainda sem nome colonial. Esse movimento de maré já existia antes de qualquer cidade.
Estrada fluvial para imigrantes europeus, porto para escoamento da produção madeireira, eixo de expansão urbana. O rio vira ferramenta.
Tinturarias, curtumes, efluentes, sedimento contaminado. O Cachoeira absorve a industrialização e responde com enchentes cada vez mais frequentes.
Legislação ambiental, municipalização do saneamento, planos diretores — decisões que chegam sempre depois do dano. O rio torna-se objeto de disputa.
Todas as sessões são abertas ao público e de entrada gratuita. Para levar o filme à sua cidade ou instituição, entre em contato.
Inscrições abertas e vagas limitadas. As oficinas são gratuitas, os links abaixo servem para a reserva do seu ingresso.
Geógrafos, historiadores, engenheiros, artistas e moradores com memória direta do rio. As conversas completas e biografias estarão disponíveis aqui em breve.
Estamos editando os depoimentos e preparando os estudos complementares. Acompanhe a agenda do site para exibições e novidades.